terça-feira, 9 de março de 2010

Pague a si mesmo primeiro (Parte 1)


É consenso entre os gurus da educação financeira que o princípio básico para assumir o controle de suas finanças é: Pagar a si mesmo em primeiro lugar! 
Essa é a primeira atitude a tomar para enfim prosperar financeiramente e  sua negligência é sem dúvida o motivo pelo qual muita gente se enrola financeiramente.
É comum que pessoas que não seguem esse princípio se enrolem e passem a vida toda trabalhando e não tenha nenhum tostão guardo. Digo mais: quem não segue esse conselho nunca se enriquecerá.
Muita gente torce o nariz para essa máxima e segue a vida dando cabeçadas, esperando o dia em que econtrará o bilhete premiado para enfim rechear sua conta de verdinhas. 
Outros desacreditam, dizendo que não é possível uma postura dessas dar certo, afinal de contas deixar de pagar suas dívidas para colocar o dinheiro no bolso e sair gastando é ridículo.

Para quem não entende como isso pode funcionar, vou tentar dar uma ajuda. Nos próximos dias irei falar sobre os vários aspectos que envolvem esse Mantra da Educação Financeira.


Satisfação pessoal.

A maioria das pessoas passa a vida trabalhando, recebe seu ordenado no fim do mês, paga suas contas e com o que sobra se diverte: toma uma cerveja no final de semana, compra aquela roupa que chamou a atenção na vitrine, compra artigos eletrônicos que há tanto desejava, faz um passeio com a namorada, etc. Lembrando mais uma vez: quando sobra. A verdade é que, se você não tirar primeiro o $eu, dificilmente irá sobrar. 
 
 
Nós, mesmo que inconscientemente, adequamos nossas despesas aos nossos rendimentos. Por exemplo: uma pessoa que recebe um salário mínimo por mês, gasta em torno de um salário também por mês. Mas se essa pessoa recebe um aumento e passa a ganhar dois salários/mês, rapidamente ela passará a gastar mais, seja com uma prestação de uma geladeira, um consórcio, melhoria no padrão de vida, enfim... Isso mostra que pode até haver sobras no final do mês, mas isso acontecerá eventualmente. Porém, se aparece algum imprevisto e nossa despesa aumenta drasticamente por algum motivo (doença, acidente, furto, perdas, etc.) ou o rendimento abaixa (perda do emprego, diminuição das vendas, etc.), os primeiros a serem sacrificados são os nossos motivadores (cerveja, passeio nos finais de semana, cinema com o(a) companheiro(a), etc.) e entramos então em um ciclo que nos levará à decadência cada vez mais. 
 
Exemplificando: Imagine um vendedor, que teve sua comissão reduzida. Desesperado para poder pagar suas contas em dia, ele corta logo do seu orçamento o futebol e a cerveja com os amigos no fim de semana, cancela a viagem programada com a família pro fim do ano, as despesas da esposa com o salão de beleza, etc.  Então o que acontece? Ele se sente frustrado, pois a cada dia trabalha mais e mais, porém seu padrão de vida só diminui. Já não tem o futebol e a cerveja nos finais de semana, seus filhos reclamam do passeio cancelado e a mulher já está insatisfeita por não poder mais arrumar o cabelo e fazer as unhas com um profissional. Qual a motivação pra esse cidadão em levantar de sua cama e dar o máximo de si em um emprego que o deixa cada dia mais pobre? Acontece então que seu desempenho no trabalho acaba por diminuir e seu salário o acompanha, levando o pobre coitado à bancarrota. Lembrando que tudo isso em nome de um nobre motivo: Manter as contas em dia! Claro que existem pessoas e pessoas e muitos em situação semelhante veriam uma motivação maior ainda ao invés de desistirem, porém não acontece na maioria dos casos. E é bom lembrar que não faço nenhuma apologia ao atraso de contas, pelo contrário, sou contra qualquer tipo de atraso em contas.
Espero que tenha ficado claro o aspecto de Satisfação Pessoal, onde cortar aquilo que te faz recarregar as baterias é uma atitude completamente equivocada.
 
Continua...

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